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terça-feira, 23 de agosto de 2011

O dilema de Belo Monte: desenvolvimento x conservação

Como já estudamos em sala de aula o maior potencial energético do Brasil se encontra na bacia amazônica. E o país necessita cada vez mais do setor energético para desenvolver suas atividades econômicas.

Sendo assim, o dilema é como conservar o patrimônio natural e, ao mesmo tempo, fazer dele uma alavanca para o desenvolvimento do Brasil?


No primeiro semestre do ano de 2010 o IBAMA concedeu o licenciamento ambiental, para a maior obra do PAC ( Programa de Acelaração de Desenvolvimento), da usina de Belo Monte, no Rio Xingu ( PA). Para que o projeto se realiza foram impostas 40 condicionantes socioambientais, de saneamento, habitação e segurança, entre outras, para que o início das obras fosse posteriomente autorizado. As condicionantes tem três objetivos gerais: atender às populações atingidas pela barragem, como os indígenas, os moradores das cidades da região e os ribeirinhos. O segundo objetivo é biológico, com programas de prevenção de peixes e tartarugas. E o último é manter a vazão do rio.

Ainda no primeiro semestre do ano de 2010 o governo federal realizou o leilão que conferiu a concessão para construção da usina. A previsão é que a usina esteja em funcionamento até o ano de 2015.
Para reduzir os danos meio ambiente, a usina de Belo Monte operará de acordo com a vazão do rio Xingu, o que diminuirá sua produção para 4,5 mil megawatts/ ano, embora tenha potencial para produzir mais de 11 mil MW/ ano. Apesar disso, o volume regular de água do rio diminuirá no trecho da jusante, o que deverá prejudicar a pesca e os cultivos, além de desmatarem cerca de 12 mil hectares da floresta Amazônica.
No dia 20 de agosto de 2011 houve um ato mundial, com manifestações em 10 capitais do país e 16 países no mundo contra a construçao da usina. O ativismo contra a construção da usina tem como principal adepto o diretor James Cameron ( Avatar), que visitou aldeias indígenas na região no ano passado.

Como questões a serem abordadas proponho:

Discussão sobre os dois conceitos abordados ao falar de Amazônia. Sendo estes o bioma e a Amazônia Legal. Sendo assim, diferencie-os.

A grande riqueza biológica da Amazônia é um potencial ainda pouco explorado pelo Brasil, estima-se que os princípios ativos dos principais remédios do futuro estejam na floresta, mas cerca de 70% do conhecimento científico sobre o bioma é produzido por outras nações. Existe uma tensa discussão sobre o uso desse potencial, principalmente relacionado aos royalties ( pagamento pelo uso) dos princípios ativos, sendo que esses deveriam ser pagos ao país de origem da planta ou animal e a população que detinham o conhecimento sobre o princípio ativo. Mas países como os EUA e integrantes da UE são contra.  Pesquise quais são interesses e quais as implicações que podem ser causadas com a intransigência desses países.

Utilizando os vídeos como subsídio exponha sua opinião sobre os impactos gerados: a aldeia dos araras e dos caiapós, a população de Altamira ( ressaltando os que são contra e a favor). Além disso, aborde as questões que envolvem a construção da usina desde a criação do projeto a 30 anos e as razões pelas quais os projetos não avançaram.

Obs: O segundo vídeo relaciona-se ao final da reportagem do primeiro vídeo até 1:55.

Bom trabalho e cérebros a obra.





quinta-feira, 21 de abril de 2011

O agronegócio, as implicações ambientais, o combate à fome e à desnutrição

Liberações aceleradas e a violação ao princípio de precaução

Entre 2008 e 2010 o Brasil aprovou o uso comercial de 26 tipos de sementes transgênicas, mais 10 vacinas de uso animal e uma levedura geneticamente modificada de uso industrial. De um total de 28 variedades geneticamente modificadas hoje liberadas, 21 sementes são para resistência a herbicidas. Não por acaso, em 2008 o Brasil passou a ser o maior consumidor de agrotóxicos do mundo e, em 2009, o país com a segunda maior área cultivada com transgênicos. Além disso, a cadeia produtiva dos alimentos geneticamente modificados está concentrada em apenas 6 grupos multinacionais (,Syngenta,Bayer, Monsanto, Basf, Du Pont e Dow AgroSciences)  que controlam a produção de sementes e também de agrotóxicos.
Organizações da sociedade civil e movimentos sociais acreditam que a situação é grave, e que apesar dos problemas gerados, a tecnologia transgênica continua sendo liberada no Brasil de forma acelerada. Em março deste ano, diversas entidades e movimentos protocolaram no Ministério da Ciência e Tecnologia um estudo sobre o tema, denominado “O quadro acelerado de liberações de OGM’s no Brasil, o controle na cadeia agroalimentar e a sistemática violação ao princípio da precaução” . O estudo foi entregue ao Ministro Aloizio Mercadante e para o Secretario de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento, Carlos Afonso Nobre, após audiência realizada entre sociedade civil e o referido Secretário.

Ao expor os principais conflitos e ilegalidades em torno das liberações dos OGMs no país, as organizações da sociedade civil apresentam uma série de reivindicações para que o Ministério tome as medidas necessárias para garantir a devida avaliação de riscos em biossegurança no país, o direito à informação sobre as sementes que passam a compor a base alimentar da população, sobre novos medicamentos e também sobre esses novos organismos que agora convivem conosco no mesmo ambiente. A sociedade civil aguarda resposta do Ministério da Ciência e Tecnilogia sobre as reivindicações apresentadas, como o pedido de audiência com o Ministro Aloizio Mercadante.

Por Revista Consciência.Net em 19/04/2011

Agronegócio não garante segurança alimentar
Raquel Júnia - Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio
De acordo com o Ministério do Desenvolvimento Agrário, 70% do que comem os brasileiros vem da agricultura familiar
No Assentamento Americana , no município de Grão Mogol, região norte de Minas Gerais, há de tudo um pouco - hortaliças, legumes, frutas, frutos típicos do bioma cerrado que cobre a região, criação de animais. De acordo com o Centro de Agricultura Alternativa do Norte de Minas (CAA NM), que presta assessoria aos assentados desde o início da ocupação da área, tecnicamente o que está sendo desenvolvido na região é o que se chama de sistemas agroflorestais e silvipastoris - ou seja, a conciliação de atividades agrícolas com a criação de animais e o extrativismo, de forma a garantir a preservação do bioma cerrado e também a produção de alimentos saudáveis.  A situação dos moradores do assentamento Americana, onde, segundo eles próprios, "há de tudo um pouco", é um exemplo de como a agricultura familiar, sobretudo a prática agroecológica, podem garantir a segurança e a soberania alimentar.
 
Mas o que significa segurança alimentar? De acordo com o Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), órgão consultivo ligado à Presidência da República, a concretização da segurança alimentar "consiste na realização do direito de todos ao acesso regular e permanente a alimentos de qualidade, em quantidade suficiente, sem comprometer o acesso a outras necessidades essenciais, tendo como base práticas alimentares promotoras da saúde, que respeitem a diversidade cultural e que sejam ambiental, cultural, econômica e socialmente sustentáveis". Outra característica da produção em Americana que garante a segurança alimentar da população é que, além da diversidade de produtos e da convivência com o meio ambiente, os agricultores praticam a agroecologia - um conjunto de princípios que balizam a agricultura, entre eles a não utilização de agrotóxicos. A EPSJV participou da visita ao assentamento Americana durante a programação da Oficina Territorial de Diálogos e Convergências do Norte de Minas, que reuniu experiências dos agricultores familiares locais como etapa preparatória a um encontro nacional.
 
Na mesa dos brasileiros: resultados da agricultura familiar
 
De acordo com o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), é a agricultura familiar a grande responsável pela alimentação da população brasileira, garantindo em torno de 70% do que é consumido. "É a agricultura familiar que produz feijão, arroz, leite, verdura, é a produção diversificada que consumimos todos os dias. Tem uma importância muito forte para a segurança alimentar e também para a soberania alimentar", afirma o secretário nacional de agricultura familiar do MDA Laudemir Muller. Ele diz que a produção da agricultura familiar tem crescido muito, acompanhando o consumo de alimentos, que também aumentou. Laudemir explica que a soberania alimentar também é garantida com este modelo de agricultura. "É a agricultura familiar que preserva as tradições, que tem uma produção diversificada, que mantêm a tradição das sementes. Então, na escolha do que nós comemos, a agricultura familiar é o grande bastião dessa diversidade, seja dos povos da floresta, do cerrado, dos grupos de mulheres", comenta.
 
Entretanto, dados do próprio Consea mostram que o agronegócio cresce mais do que a agricultura familiar e, de acordo os participantes da Oficina Territorial de Diálogos e Convergências do Norte de Minas , este modelo de produção tem ameaçado a segurança e a soberania alimentar do país por vários motivos. Entre os problemas do agronegócio estão a concentração de terras e a consequentemente a diminuição das áreas destinadas à agricultura familiar; a baixa diversidade de produção, pois há regiões inteiras com apenas uma espécie plantada - como as monoculturas de eucalipto, cana de açúcar e soja; e a utilização de tecnologias como a dos agrotóxicos e transgênicos, que apresentam um risco para a saúde.
 
Um relatório do Consea lançado no final de 2010, que avalia desde a Constituição de 1988 até a atualidade a segurança alimentar e nutricional e o direito humano à alimentação adequada no Brasil, apresenta dados que confirmam este problema. De acordo com o estudo, o ritmo de crescimento da produção agrícola destinada à exportação é muito maior do que para o consumo interno. "A área plantada dos grandes monocultivos avançou consideravelmente em relação à área ocupada pelas culturas de menor porte, mais comumente direcionadas ao abastecimento interno. Apenas quatro culturas de larga escala (milho, soja, cana e algodão) ocupavam, em 1990, quase o dobro da área total ocupada por outros 21 cultivos. Entre 1990 e 2009, a distância entre a área plantada dos monocultivos e estas mesmas 21 culturas aumentou 125%, sendo que a área plantada destas últimas retrocedeu em relação a 1990. A monocultura cresceu não só pela expansão da fronteira agrícola, mas também pela incorporação de áreas destinadas a outros cultivos", diz o documento.
 
O relatório também faz um alerta sobre o uso de agrotóxicos. "O pacote tecnológico aplicado nas monoculturas em franca expansão levou o Brasil a ser o maior mercado de agrotóxicos do mundo. Entre as culturas que mais os utilizam estão a soja, o milho, a cana, o algodão e os citros. Entre 2000 e 2007, a importação de agrotóxicos aumentou 207%. O Brasil concentra 84% das vendas de agrotóxicos da América Latina e existem 107 empresas com permissão para utilizar insumos banidos em diversos países. Os registros das intoxicações aumentaram na mesma proporção em que cresceram as vendas dos pesticidas no período 1992-2000. Mais de 50% dos produtores rurais que manuseiam estes produtos apresentam algum sinal de intoxicação", denuncia o Consea.
 
Para a presidente do Conselho Federal de Nutricionistas, Rosane Nascimento, não é necessário que o Brasil lance mão de práticas baseadas no uso de agrotóxicos e mudanças genéticas para alimentar a população. "Estamos cansados de saber que o Brasil produz alimento mais do que suficiente para alimentar a sua população e este tipo de artifício não é necessário. A lógica dessa utilização é a do capital em detrimento do respeito ao cidadão e do direito que ele tem de se alimentar com qualidade", protesta. Ela explica por que os transgênicos ameaçam a soberania alimentar. "O alimento transgênico foi modificado na sua genética e gerou uma dependência de um produto para ser produzido, então não é soberano porque irá depender de uma indústria de sementes para produzir aquele alimento, quando na verdade ele deve ser crioulo, natural daquela região, daquela localidade, respeitar os princípios da soberania", afirma.
 
Enquanto o MDA aposta na agricultura familiar e procura desenvolver políticas públicas para fortalecer esta atividade, segundo afirma o próprio ministério, outro ministério - o da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), aposta no agronegócio. O MAPA confirma, por meio da assessoria de imprensa, o alto desempenho da agricultura para exportação no Brasil. "O Brasil alcançou recorde nas exportações brasileiras do agronegócio nos últimos 12 meses. O número chegou a US$ 78,439 bilhões, um valor 19,8% acima do exportado no mesmo período do ano passado (US$ 65,460 bilhões)", afirma o ministério. Segundo dados do MAPA, em janeiro de 2011, a exportação de carnes foi a mais lucrativa, seguida pelos produtos do complexo sucroalcooleiro (açúcar e álcool), produtos florestais (que incluem borracha, celulose e madeira), café e o complexo soja (farelo, óleo e grãos).
 
Questionado sobre o uso abusivo de agrotóxicos na agricultura brasileira, o MAPA responde: "O que podemos dizer é que em 2010, os fiscais federais agropecuários do Ministério da Agricultura analisaram 650 marcas de agrotóxicos, em 197 indústrias do país. Do total, 74 produtos apresentaram irregularidades, o que representou 428,9 toneladas apreendidas. O resultado aponta que 88,6% dos agrotóxicos estavam dentro dos padrões". E continua: "O papel do Ministério da Agricultura é assegurar que os agrotóxicos sejam produzidos por empresas registradas e entrem no mercado da forma que consta no registro. Fazemos a fiscalização para verificar, desde a qualidade química do produto até o processo de fabricação e rotulagem".
 
Já o MDA alerta que a monocultura de uma forma exagerada, com grandes proporções, pode trazer problemas. "O ministério tem trabalhado para apoiar  e viabilizar, com políticas públicas, este modelo de agricultura familiar, que é um modelo diversificado. Nós não achamos interessante a monocultura, seja a grande monocultura ou a pequena monocultura. Para a nós a diversidade é muito importante. Para nós, o modelo mais adequado e mais necessário para o país é o da agricultura familiar", reforça Laudemir Muller. O secretário destaca também que é um entusiasta da agroecologia. "Nós sabemos que infelizmente o país está com este título (de maior consumidor de agrotóxicos do mundo), e isso é uma das conseqüências da expansão da monocultura em nosso país. É preciso apoiar firmemente quem quer produzir de uma forma agroecológica", diz.
 
11,2 milhões de pessoas com insegurança alimentar grave
 
O estudo do Consea mostra que os desafios para ser alcançada a segurança alimentar no Brasil ainda são grandes. "Em 2009, a proporção de domicílios com segurança alimentar foi estimada em 69,8%, com insegurança alimentar leve 18,7%, com insegurança alimentar moderada 6,5% e com insegurança alimentar grave 5,0%. Esta última situação atingia 11,2 milhões de pessoas".
 
O relatório também afirma que há diferenças na alimentação dos mais pobres e mais ricos. "Comparando-se a maior e menor faixa de rendimento, a participação dos alimentos é 1,5 vezes maior para carnes, 3 vezes maior para leite e derivados, quase 6 vezes maior para frutas e 3 vezes maior para verduras e legumes, entre os mais ricos. Além dessas diferenças, também ocorre maior consumo de condimentos, refeições prontas e bebidas alcoólicas à medida em que ocorre o crescimento da renda".
 

Para Rosane Nascimento, outro desafio é também garantir uma mudança no perfil de consumo de alimentos. "A pesquisa de orçamento familiar do IBGE corrobora uma tendência crescente do surgimento das doenças crônico-degenerativas, tais como diabetes, hipertensão, obesidade. São doenças causadas principalmente por uma má alimentação e estilos de vida não saudável. Com o crescimento econômico e uma possibilidade de promover o acesso a essa alimentação, temos uma classe que aumentou o acesso em termos de consumo mas isso não foi associado a uma boa escolha dos alimentos que estão indo para a sua mesa", analisa, destacando, entretanto, que o problema da obesidade está em todas as classes. A nutricionista acredita que deve haver políticas públicas que ataquem o problema.
 
Lúcio Moreira, também morador do assentamento Americana, diz que na comunidade já há uma conscientização quanto a isso. "Não trazemos mais tanto refrigerante e dizemos para as pessoas que muitas vezes elas consomem veneno quando compram no supermercado", diz.

Fonte: www.cartacapital.com.br ( Acesso em 21 de abril de 2011)


sábado, 19 de março de 2011

Acidente no Japão vai definir plano brasileiro

O governo condicionou o projeto de construção de novas quatro usinas nucleares no país aos desdobramentos do acidente nuclear no Japão. As quatro usinas foram planejadas para entrar em operação até 2030, mas poderão nem sair do papel, segundo indicou o ministro Aloizio Mercadante (Ciência e Tecnologia). 
"Se os protocolos evoluírem para restrições mais severas ou mesmo para a interrupção de operação das usinas, o Brasil estará associado às exigências", disse o ministro ontem.
Ele estava acompanhado do presidente da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), Odair Gonçalves, que ainda minimiza o impacto dos problemas em usinas japonesas. "Até agora, na escala oficial, ainda não temos um acidente, mas um incidente, grau quatro, numa escala que vai até sete", disse.
O presidente da CNEN considerou "precipitadas" as decisões de países que já deram sinais de que pretendem frear seus programas nucleares.
No programa nuclear brasileiro, escolha do local onde serão construídas quatro novas usinas nucleares depende de uma decisão política da presidente Dilma Rousseff e de um conjunto de ministros. A área técnica do governo já apresentou opções de locais mais indicados.
"Hoje, Angra dos Reis (onde se localizam as três primeiras usinas brasileiras) não seria o local mais desejável, a população cresceu muito", comentou Gonçalves. A sugestão técnica é que duas das novas usinas sejam construídas no Nordeste, às margens do Rio São Francisco. Outras duas ficarão no Sudeste.
"Estamos falando de um projeto de longo prazo, temos todo o tempo para decidir com segurança", insistiu Mercadante.
O ministro destacou que as usinas nucleares de Angra têm mais segurança do que as usinas japonesas. "O prédio de contenção das nossas usinas é mais espesso, elas foram preparadas para enfrentar terremotos de até 6,5 pontos na escala Richter e ondas de até sete metros", disse.
"Qual usina hidrelétrica foi preparada para um terremoto dessa magnitude?", questionou. As usinas de Angra 1 e 2, assim como Angra 3, ainda em construção, também poderão ser adaptadas a novos padrões de segurança. "A lição do Japão será indispensável à operação das usinas já instaladas e às novas que eventualmente forem construídas", disse Mercadante.



Usina nuclear em Angra dos Reis- Rio de Janeiro- RJ 

domingo, 6 de março de 2011

Crescimento do PIB Brasileiro em 2010

O PIB,Produto Interno Bruto, principal indicador da riqueza de um país, representa a soma dos bens e serviços produzidos pela nação. Esse conceito é bastante estudado e alguns o indicam para demonstrar a riqueza dos países. Embora, não somente o PIB responderá por isso, tendo que levar em conta outros indicadores para isso.

O crescimento do PIB Brasileiro apresentou um percentual que desde 1986 não se via igual. Nosso aumento foi de 7,5% em relação a 2009, ano em que ainda vivíamos o abalo da crise financeira internacional. O crescimento da economia geralmente , vem acompanhado do "fantasma" da inflação. Por conta disso, o governo vêm tomando algumas medidas para forçar uma retração econômica com a finalidade de crescer menos para frear uma inflação futura.

O objetivo agora é crescer menos buscando a sustentabilidade desse crescimento.

A partir disso e tendo como base o vídeo abaixo, discuta no seu F5:

- Por que o Brasil cresceu a um nível tão alto no ano de 2010?
- Quais os setores responsáveis pelo crescimento do PIB?
- Por que a inflação se eleva com o crescimento do PIB?
- Quais as medidas que o governo está tomando para frear o crescimento?
- Segundo os especialistas por que não é sustentável a economia brasileira crescer ao ritmo de 7,5%?

sábado, 5 de março de 2011

Trabalho para recuperação de notas no Simulado I Eros Gustavo

Olá pessoas queridas, como vão os festejos carnavalescos?
Pois bem, apesar do atraso com relação a postagem ainda é tempo para aprender um pouco mais sobre os conteúdos estudados.

A proposta para 2ª Série é a seguinte:
Após assistirem o vídeo disposto no canal do blog de nome A Guerra Fria na América Latina , vocês iram destacar quais as histórias contadas ( como o primeiro caso da United Fruit na Guatemala, a Revoluçao Cubana, etc), qual o depoimento mais lhe chamou a atenção no documentário, quais as ideias transmitem os entrevistados sobre o período de guerra fria nos países latino americanos. E finalmente, conclua através de sua opnião, sobre o exercimento do poder Estadunidense na América Latina em tempos de Guerra Fria.






Proposta para 3ª Série:
Após assistirem o fragmento do documentário O Século do Eu realize uma produção de texto contendo discussões sobre ideias apresentadas no vídeo como:
A criação do Reich( reino) Americano;
Propaganda e consumismo;
O conceito de homem unidimensional de Marcuse;
Conclua sua produção concordando ou discordando do depoimento de Linda Evans, na última parte do vídeo. Justifique as causas do seu direcionamento.

Devido ao atraso as produções poderão ser entregues impreterivelmente até o dia 14/03.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Tensão política e social no Egito

O governo do Egito declarou toque de recolher nesta sexta-feira no Cairo, Alexandria e Suez, em mais uma medida para tentar conter as dezenas de milhares de pessoas que estão nas ruas de várias cidades pedindo a queda do governo de Hosni Mubarak, no poder há 30 anos. As cenas são de caos e confrontos, em meio a carros e prédios incendiados. Há relatos ainda de ao menos quatro manifestantes mortos.

A medida vale das 18h (14h de Brasília) até as 7h (3h de Brasília), segundo anúncio de duas linhas exibido em um dos canais públicos de TV.Esta foi a medida mais drástica até o momento para conter as manifestações. Mesmo antes do anúncio, o Exército já enviara veículos blindados para as ruas do Cairo --centro dos protestos. As imagens são de violência e caos, com a fumaça de prédios e carros em chamas se misturando ao gás lacrimogêneo lançado pela polícia. Há relatos até o momento de quatro mortos, um deles carregado pelos manifestantes pelas ruas de Suez. 

Os veículos blindados estão nas principais avenidas de Cairo. Apesar da repressão dura das forças de segurança, contudo, as dezenas de milhares de manifestantes não recuam e fontes de segurança dizem que os protestos já se espalharam por ao menos 11 das 28 províncias egípcias --os maiores protestos do país. 

As manifestações começaram pouco depois do meio-dia, no final das orações muçulmanas da sexta-feira, e se estenderam rapidamente por diferentes setores da capital egípcia e outras cidades do interior do país. Manifestantes estão nas ruas, gritando palavras de ordem como "saia, saia, Mubarak". Eles lançam pedras e sapatos contra as forças de segurança, que não pouparam jatos de água, gás lacrimogêneo e balas de borracha para conter os manifestantes.

As cenas mais caóticas foram registradas em Suez. A agência de notícias Reuters diz que a polícia abandonou áreas centrais da cidade, depois que os manifestantes superaram os cordões de segurança, roubaram armas de uma delegacia e queimaram o edifício, além de 20 veículos de patrulha estacionados perto do local. 

A polícia tentou dispersar os manifestantes, que lançaram pedras e gritavam pela queda de Mubarak. Eles quebraram janelas e tentaram virar um dos caminhões da polícia. Os agentes finalmente desistiram e recuaram, abandonando ao menos oito caminhões da polícia.
Há relato ainda de ao menos mais um morto em Suez. Segundo testemunhas citadas pela agência Reuters, os egípcios carregavam o corpo de um manifestante, identificado como o motorista Hamada Labib, 30. Segundo seu irmão, ele foi morto por um disparo das forças de segurança.
A rede de TV CNN relata ainda diversos prédios em chama em Alexandria. Houve ainda protestos menores em Assiut e Al Arish, na península do Sinai. As estações regionais de televisão relatam confrontos entre milhares de manifestantes também nas cidades de Alexandria e Minya. 

Egípcios de fora do país estão postando informações atualizadas que recebem de conhecidos no país pelo microblog Twitter. Muitos pedem que os amigos continuem passando informações atualizadas.Uma página da rede social Facebook criada por manifestantes listou suas exigências. Eles querem que Mubarak declare se seu filho vai ou não se candidatar às próximas eleições, dissolva o Parlamento para realizar novas eleições; encerre as leis de emergência que dão à polícia poderes extensivos para prisão e detenção; liberte todos os prisioneiros e demita imediatamente o ministro do Interior.




 Fonte: Folha.com




terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Atentado em aeroporto na Rússia

Depois do atentado que matou 35 pessoas em Moscou, o presidente da Rússia prometeu mais segurança nos aeroportos. E avisou que vai caçar e eliminar os responsáveis pelo ataque.

Uma câmera do aeroporto gravou as imagens da explosão. Passageiros de quatro vôos esperavam as bagagens no saguão.

Os investigadores russos afirmaram que os restos do provável terrorista foram encontrados. Ele teria entre 30 e 40 anos e aparência européia.

A polícia acredita que ele estava sozinho e descartou a hipótese de envolvimento das viúvas negras, como são conhecidas as mulheres que perderam os maridos na guerra pela independência da Chechênia.
A principal suspeita recai sobre o grupo chefiado pelo checheno Doku Umarov, que reivindicou o atentado que matou 40 pessoas no metrô de Moscou ano passado.

Nesta terça-feira (25), um grupo jovem que apóia o governo russo levou flores para homenagear os mortos. O reforço na segurança provocou longas filas no aeroporto de Domodedovo.

O primeiro-ministro russo, Wladimir Putin, prometeu indenizar as famílias das vítimas e declarou que a vingança contra os criminosos será inevitável.

O jornal russo Kommersant afirma que o serviço secreto do país tinha sido avisado da possibilidade de um atentado à bomba aos aeroportos de Moscou.

O presidente da Rússia declarou que vai punir os responsáveis pela segurança. Dmitry Medvedev prometeu reformas e citou os aeroportos dos Estados Unidos e de Israel como exemplos no combate ao terrorismo.