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segunda-feira, 18 de junho de 2012

Abalos sísmicos e suas consequências no Brasil e no Mundo

Como é de conhecimento de todos vocês que estão em com F5 sempre em constante clique, os abalos sísmicos estão sendo noticiados a todo momento, demonstrando suas consequências em diferentes partes no mundo e até mesmo no Brasil .Mas, peraí, Deus não é brasileiro e nos livrou desse mal? Como já vimos em sala de aula não é bem assim. Segue abaixo duas notícias correlatas a terremotos ocorridos no Brasil e na Itália, respectivamente:




Reportagem sobre os tremores na Itália


Hora de trabalhar...

Apesar dos sagazes aprendizes já saberem que são três as causas dos terremotos, identifique quais foram as causas de cada um dos terremotos.
Relatem as consequências do desastre em Montes Claros e na Itália identificando a diferença da infraestrutura local de ambos e a diferença na intensidade sísmica das regiões.
Procure informações de outros sismos ocorridos no Brasil, e discorra sobre suas consequências. Pesquise ainda, qual região do país sofre maior intensidade de sismos e quais as causas desse fenômeno.
Identifique um erro conceitual, com relação aos conhecimentos geográficos, na reportagem sobre o sismo em Montes Claros.

É isso aí, cérebros a obra e bom trabalho a todos...

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Crise econômica na União Europeia

Líderes da Grécia chegam a acordo sobre reformas 

Os líderes políticos da Grécia chegaram a um acordo sobre medidas de austeridade para assegurar o resgate e manter o país de pé, afirmaram fontes do governo nesta quinta-feira (9). "Sim, há um acordo", disse uma autoridade do governo.

O acordo foi confirmado à imprensa pelo presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi. "Eu posso confirmar que um acordo foi acertado", disse ele. As reformas são uma exigência da Troika – Fundo Monetário Internacional (FMI), Comissão Europeia (CE) e Banco Central Europeu (BCE) – para liberar uma nova parcela do resgate de 130 bilhões de euros ao país. Autoridades da zona do euro dizem que o pacote integral precisa ser acertado com a Grécia e aprovado pela UE, Banco Central Europeu (BCE) e FMI antes de 15 de fevereiro, para que os trâmites legais possam ser concluídos a tempo de evitar um caótico default que poderia ameaçar a recuperação da economia global.

 A Grécia necessita o mais rápido possível do aval de seus parceiros para receber as primeiras injeções da ajuda de Bruxelas e do Fundo Monetário Internacional (FMI), já que no próximo dia 20 de março terá de enfrentar um pagamento de 14,5 bilhões de euros em vencimentos de dívida e, se não conseguir ajuda internacional até então, terá de ser declarada moratória. O grupo de entidades credoras conhecido como "troika" exige ao governo grego o corte de 1,5% do PIB nacional em gastos públicos durante 2012, algo equivalente a 3,3 bilhões de euros, e a redução dos salários mais altos nas empresas públicas e sua imediata privatização.

O governo grego já conseguiu reduzir 15 mil postos de trabalho no setor público, dentro de um corte de 150 mil empregos públicos até 2015. O aspecto mais polêmico é, no entanto, a reforma trabalhista, que inclui um rebaixamento de 20% a 25% do salário mínimo de 751 euros, o corte de 20% das aposentadorias acima de 1 mil euros e uma diminuição substancial dos complementos salariais que superem os 150 euros. No final do dia, o ministro das Finanças da Grécia, Evangelos Venizelos, deverá apresentar o plano em reunião do Eurogrupo, em Bruxelas.

Link da notícia: http://g1.globo.com/economia/noticia/2012/02/lideres-da-grecia-chegam-acordo-sobre-reformas.html

A reportagem abaixo foi exibida no Jornal do SBT no dia 02/02/2012 e relata a situação local da Grécia.





terça-feira, 23 de agosto de 2011

O dilema de Belo Monte: desenvolvimento x conservação

Como já estudamos em sala de aula o maior potencial energético do Brasil se encontra na bacia amazônica. E o país necessita cada vez mais do setor energético para desenvolver suas atividades econômicas.

Sendo assim, o dilema é como conservar o patrimônio natural e, ao mesmo tempo, fazer dele uma alavanca para o desenvolvimento do Brasil?


No primeiro semestre do ano de 2010 o IBAMA concedeu o licenciamento ambiental, para a maior obra do PAC ( Programa de Acelaração de Desenvolvimento), da usina de Belo Monte, no Rio Xingu ( PA). Para que o projeto se realiza foram impostas 40 condicionantes socioambientais, de saneamento, habitação e segurança, entre outras, para que o início das obras fosse posteriomente autorizado. As condicionantes tem três objetivos gerais: atender às populações atingidas pela barragem, como os indígenas, os moradores das cidades da região e os ribeirinhos. O segundo objetivo é biológico, com programas de prevenção de peixes e tartarugas. E o último é manter a vazão do rio.

Ainda no primeiro semestre do ano de 2010 o governo federal realizou o leilão que conferiu a concessão para construção da usina. A previsão é que a usina esteja em funcionamento até o ano de 2015.
Para reduzir os danos meio ambiente, a usina de Belo Monte operará de acordo com a vazão do rio Xingu, o que diminuirá sua produção para 4,5 mil megawatts/ ano, embora tenha potencial para produzir mais de 11 mil MW/ ano. Apesar disso, o volume regular de água do rio diminuirá no trecho da jusante, o que deverá prejudicar a pesca e os cultivos, além de desmatarem cerca de 12 mil hectares da floresta Amazônica.
No dia 20 de agosto de 2011 houve um ato mundial, com manifestações em 10 capitais do país e 16 países no mundo contra a construçao da usina. O ativismo contra a construção da usina tem como principal adepto o diretor James Cameron ( Avatar), que visitou aldeias indígenas na região no ano passado.

Como questões a serem abordadas proponho:

Discussão sobre os dois conceitos abordados ao falar de Amazônia. Sendo estes o bioma e a Amazônia Legal. Sendo assim, diferencie-os.

A grande riqueza biológica da Amazônia é um potencial ainda pouco explorado pelo Brasil, estima-se que os princípios ativos dos principais remédios do futuro estejam na floresta, mas cerca de 70% do conhecimento científico sobre o bioma é produzido por outras nações. Existe uma tensa discussão sobre o uso desse potencial, principalmente relacionado aos royalties ( pagamento pelo uso) dos princípios ativos, sendo que esses deveriam ser pagos ao país de origem da planta ou animal e a população que detinham o conhecimento sobre o princípio ativo. Mas países como os EUA e integrantes da UE são contra.  Pesquise quais são interesses e quais as implicações que podem ser causadas com a intransigência desses países.

Utilizando os vídeos como subsídio exponha sua opinião sobre os impactos gerados: a aldeia dos araras e dos caiapós, a população de Altamira ( ressaltando os que são contra e a favor). Além disso, aborde as questões que envolvem a construção da usina desde a criação do projeto a 30 anos e as razões pelas quais os projetos não avançaram.

Obs: O segundo vídeo relaciona-se ao final da reportagem do primeiro vídeo até 1:55.

Bom trabalho e cérebros a obra.





quinta-feira, 21 de abril de 2011

O agronegócio, as implicações ambientais, o combate à fome e à desnutrição

Liberações aceleradas e a violação ao princípio de precaução

Entre 2008 e 2010 o Brasil aprovou o uso comercial de 26 tipos de sementes transgênicas, mais 10 vacinas de uso animal e uma levedura geneticamente modificada de uso industrial. De um total de 28 variedades geneticamente modificadas hoje liberadas, 21 sementes são para resistência a herbicidas. Não por acaso, em 2008 o Brasil passou a ser o maior consumidor de agrotóxicos do mundo e, em 2009, o país com a segunda maior área cultivada com transgênicos. Além disso, a cadeia produtiva dos alimentos geneticamente modificados está concentrada em apenas 6 grupos multinacionais (,Syngenta,Bayer, Monsanto, Basf, Du Pont e Dow AgroSciences)  que controlam a produção de sementes e também de agrotóxicos.
Organizações da sociedade civil e movimentos sociais acreditam que a situação é grave, e que apesar dos problemas gerados, a tecnologia transgênica continua sendo liberada no Brasil de forma acelerada. Em março deste ano, diversas entidades e movimentos protocolaram no Ministério da Ciência e Tecnologia um estudo sobre o tema, denominado “O quadro acelerado de liberações de OGM’s no Brasil, o controle na cadeia agroalimentar e a sistemática violação ao princípio da precaução” . O estudo foi entregue ao Ministro Aloizio Mercadante e para o Secretario de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento, Carlos Afonso Nobre, após audiência realizada entre sociedade civil e o referido Secretário.

Ao expor os principais conflitos e ilegalidades em torno das liberações dos OGMs no país, as organizações da sociedade civil apresentam uma série de reivindicações para que o Ministério tome as medidas necessárias para garantir a devida avaliação de riscos em biossegurança no país, o direito à informação sobre as sementes que passam a compor a base alimentar da população, sobre novos medicamentos e também sobre esses novos organismos que agora convivem conosco no mesmo ambiente. A sociedade civil aguarda resposta do Ministério da Ciência e Tecnilogia sobre as reivindicações apresentadas, como o pedido de audiência com o Ministro Aloizio Mercadante.

Por Revista Consciência.Net em 19/04/2011

Agronegócio não garante segurança alimentar
Raquel Júnia - Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio
De acordo com o Ministério do Desenvolvimento Agrário, 70% do que comem os brasileiros vem da agricultura familiar
No Assentamento Americana , no município de Grão Mogol, região norte de Minas Gerais, há de tudo um pouco - hortaliças, legumes, frutas, frutos típicos do bioma cerrado que cobre a região, criação de animais. De acordo com o Centro de Agricultura Alternativa do Norte de Minas (CAA NM), que presta assessoria aos assentados desde o início da ocupação da área, tecnicamente o que está sendo desenvolvido na região é o que se chama de sistemas agroflorestais e silvipastoris - ou seja, a conciliação de atividades agrícolas com a criação de animais e o extrativismo, de forma a garantir a preservação do bioma cerrado e também a produção de alimentos saudáveis.  A situação dos moradores do assentamento Americana, onde, segundo eles próprios, "há de tudo um pouco", é um exemplo de como a agricultura familiar, sobretudo a prática agroecológica, podem garantir a segurança e a soberania alimentar.
 
Mas o que significa segurança alimentar? De acordo com o Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), órgão consultivo ligado à Presidência da República, a concretização da segurança alimentar "consiste na realização do direito de todos ao acesso regular e permanente a alimentos de qualidade, em quantidade suficiente, sem comprometer o acesso a outras necessidades essenciais, tendo como base práticas alimentares promotoras da saúde, que respeitem a diversidade cultural e que sejam ambiental, cultural, econômica e socialmente sustentáveis". Outra característica da produção em Americana que garante a segurança alimentar da população é que, além da diversidade de produtos e da convivência com o meio ambiente, os agricultores praticam a agroecologia - um conjunto de princípios que balizam a agricultura, entre eles a não utilização de agrotóxicos. A EPSJV participou da visita ao assentamento Americana durante a programação da Oficina Territorial de Diálogos e Convergências do Norte de Minas, que reuniu experiências dos agricultores familiares locais como etapa preparatória a um encontro nacional.
 
Na mesa dos brasileiros: resultados da agricultura familiar
 
De acordo com o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), é a agricultura familiar a grande responsável pela alimentação da população brasileira, garantindo em torno de 70% do que é consumido. "É a agricultura familiar que produz feijão, arroz, leite, verdura, é a produção diversificada que consumimos todos os dias. Tem uma importância muito forte para a segurança alimentar e também para a soberania alimentar", afirma o secretário nacional de agricultura familiar do MDA Laudemir Muller. Ele diz que a produção da agricultura familiar tem crescido muito, acompanhando o consumo de alimentos, que também aumentou. Laudemir explica que a soberania alimentar também é garantida com este modelo de agricultura. "É a agricultura familiar que preserva as tradições, que tem uma produção diversificada, que mantêm a tradição das sementes. Então, na escolha do que nós comemos, a agricultura familiar é o grande bastião dessa diversidade, seja dos povos da floresta, do cerrado, dos grupos de mulheres", comenta.
 
Entretanto, dados do próprio Consea mostram que o agronegócio cresce mais do que a agricultura familiar e, de acordo os participantes da Oficina Territorial de Diálogos e Convergências do Norte de Minas , este modelo de produção tem ameaçado a segurança e a soberania alimentar do país por vários motivos. Entre os problemas do agronegócio estão a concentração de terras e a consequentemente a diminuição das áreas destinadas à agricultura familiar; a baixa diversidade de produção, pois há regiões inteiras com apenas uma espécie plantada - como as monoculturas de eucalipto, cana de açúcar e soja; e a utilização de tecnologias como a dos agrotóxicos e transgênicos, que apresentam um risco para a saúde.
 
Um relatório do Consea lançado no final de 2010, que avalia desde a Constituição de 1988 até a atualidade a segurança alimentar e nutricional e o direito humano à alimentação adequada no Brasil, apresenta dados que confirmam este problema. De acordo com o estudo, o ritmo de crescimento da produção agrícola destinada à exportação é muito maior do que para o consumo interno. "A área plantada dos grandes monocultivos avançou consideravelmente em relação à área ocupada pelas culturas de menor porte, mais comumente direcionadas ao abastecimento interno. Apenas quatro culturas de larga escala (milho, soja, cana e algodão) ocupavam, em 1990, quase o dobro da área total ocupada por outros 21 cultivos. Entre 1990 e 2009, a distância entre a área plantada dos monocultivos e estas mesmas 21 culturas aumentou 125%, sendo que a área plantada destas últimas retrocedeu em relação a 1990. A monocultura cresceu não só pela expansão da fronteira agrícola, mas também pela incorporação de áreas destinadas a outros cultivos", diz o documento.
 
O relatório também faz um alerta sobre o uso de agrotóxicos. "O pacote tecnológico aplicado nas monoculturas em franca expansão levou o Brasil a ser o maior mercado de agrotóxicos do mundo. Entre as culturas que mais os utilizam estão a soja, o milho, a cana, o algodão e os citros. Entre 2000 e 2007, a importação de agrotóxicos aumentou 207%. O Brasil concentra 84% das vendas de agrotóxicos da América Latina e existem 107 empresas com permissão para utilizar insumos banidos em diversos países. Os registros das intoxicações aumentaram na mesma proporção em que cresceram as vendas dos pesticidas no período 1992-2000. Mais de 50% dos produtores rurais que manuseiam estes produtos apresentam algum sinal de intoxicação", denuncia o Consea.
 
Para a presidente do Conselho Federal de Nutricionistas, Rosane Nascimento, não é necessário que o Brasil lance mão de práticas baseadas no uso de agrotóxicos e mudanças genéticas para alimentar a população. "Estamos cansados de saber que o Brasil produz alimento mais do que suficiente para alimentar a sua população e este tipo de artifício não é necessário. A lógica dessa utilização é a do capital em detrimento do respeito ao cidadão e do direito que ele tem de se alimentar com qualidade", protesta. Ela explica por que os transgênicos ameaçam a soberania alimentar. "O alimento transgênico foi modificado na sua genética e gerou uma dependência de um produto para ser produzido, então não é soberano porque irá depender de uma indústria de sementes para produzir aquele alimento, quando na verdade ele deve ser crioulo, natural daquela região, daquela localidade, respeitar os princípios da soberania", afirma.
 
Enquanto o MDA aposta na agricultura familiar e procura desenvolver políticas públicas para fortalecer esta atividade, segundo afirma o próprio ministério, outro ministério - o da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), aposta no agronegócio. O MAPA confirma, por meio da assessoria de imprensa, o alto desempenho da agricultura para exportação no Brasil. "O Brasil alcançou recorde nas exportações brasileiras do agronegócio nos últimos 12 meses. O número chegou a US$ 78,439 bilhões, um valor 19,8% acima do exportado no mesmo período do ano passado (US$ 65,460 bilhões)", afirma o ministério. Segundo dados do MAPA, em janeiro de 2011, a exportação de carnes foi a mais lucrativa, seguida pelos produtos do complexo sucroalcooleiro (açúcar e álcool), produtos florestais (que incluem borracha, celulose e madeira), café e o complexo soja (farelo, óleo e grãos).
 
Questionado sobre o uso abusivo de agrotóxicos na agricultura brasileira, o MAPA responde: "O que podemos dizer é que em 2010, os fiscais federais agropecuários do Ministério da Agricultura analisaram 650 marcas de agrotóxicos, em 197 indústrias do país. Do total, 74 produtos apresentaram irregularidades, o que representou 428,9 toneladas apreendidas. O resultado aponta que 88,6% dos agrotóxicos estavam dentro dos padrões". E continua: "O papel do Ministério da Agricultura é assegurar que os agrotóxicos sejam produzidos por empresas registradas e entrem no mercado da forma que consta no registro. Fazemos a fiscalização para verificar, desde a qualidade química do produto até o processo de fabricação e rotulagem".
 
Já o MDA alerta que a monocultura de uma forma exagerada, com grandes proporções, pode trazer problemas. "O ministério tem trabalhado para apoiar  e viabilizar, com políticas públicas, este modelo de agricultura familiar, que é um modelo diversificado. Nós não achamos interessante a monocultura, seja a grande monocultura ou a pequena monocultura. Para a nós a diversidade é muito importante. Para nós, o modelo mais adequado e mais necessário para o país é o da agricultura familiar", reforça Laudemir Muller. O secretário destaca também que é um entusiasta da agroecologia. "Nós sabemos que infelizmente o país está com este título (de maior consumidor de agrotóxicos do mundo), e isso é uma das conseqüências da expansão da monocultura em nosso país. É preciso apoiar firmemente quem quer produzir de uma forma agroecológica", diz.
 
11,2 milhões de pessoas com insegurança alimentar grave
 
O estudo do Consea mostra que os desafios para ser alcançada a segurança alimentar no Brasil ainda são grandes. "Em 2009, a proporção de domicílios com segurança alimentar foi estimada em 69,8%, com insegurança alimentar leve 18,7%, com insegurança alimentar moderada 6,5% e com insegurança alimentar grave 5,0%. Esta última situação atingia 11,2 milhões de pessoas".
 
O relatório também afirma que há diferenças na alimentação dos mais pobres e mais ricos. "Comparando-se a maior e menor faixa de rendimento, a participação dos alimentos é 1,5 vezes maior para carnes, 3 vezes maior para leite e derivados, quase 6 vezes maior para frutas e 3 vezes maior para verduras e legumes, entre os mais ricos. Além dessas diferenças, também ocorre maior consumo de condimentos, refeições prontas e bebidas alcoólicas à medida em que ocorre o crescimento da renda".
 

Para Rosane Nascimento, outro desafio é também garantir uma mudança no perfil de consumo de alimentos. "A pesquisa de orçamento familiar do IBGE corrobora uma tendência crescente do surgimento das doenças crônico-degenerativas, tais como diabetes, hipertensão, obesidade. São doenças causadas principalmente por uma má alimentação e estilos de vida não saudável. Com o crescimento econômico e uma possibilidade de promover o acesso a essa alimentação, temos uma classe que aumentou o acesso em termos de consumo mas isso não foi associado a uma boa escolha dos alimentos que estão indo para a sua mesa", analisa, destacando, entretanto, que o problema da obesidade está em todas as classes. A nutricionista acredita que deve haver políticas públicas que ataquem o problema.
 
Lúcio Moreira, também morador do assentamento Americana, diz que na comunidade já há uma conscientização quanto a isso. "Não trazemos mais tanto refrigerante e dizemos para as pessoas que muitas vezes elas consomem veneno quando compram no supermercado", diz.

Fonte: www.cartacapital.com.br ( Acesso em 21 de abril de 2011)


sábado, 19 de março de 2011

Acidente no Japão vai definir plano brasileiro

O governo condicionou o projeto de construção de novas quatro usinas nucleares no país aos desdobramentos do acidente nuclear no Japão. As quatro usinas foram planejadas para entrar em operação até 2030, mas poderão nem sair do papel, segundo indicou o ministro Aloizio Mercadante (Ciência e Tecnologia). 
"Se os protocolos evoluírem para restrições mais severas ou mesmo para a interrupção de operação das usinas, o Brasil estará associado às exigências", disse o ministro ontem.
Ele estava acompanhado do presidente da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), Odair Gonçalves, que ainda minimiza o impacto dos problemas em usinas japonesas. "Até agora, na escala oficial, ainda não temos um acidente, mas um incidente, grau quatro, numa escala que vai até sete", disse.
O presidente da CNEN considerou "precipitadas" as decisões de países que já deram sinais de que pretendem frear seus programas nucleares.
No programa nuclear brasileiro, escolha do local onde serão construídas quatro novas usinas nucleares depende de uma decisão política da presidente Dilma Rousseff e de um conjunto de ministros. A área técnica do governo já apresentou opções de locais mais indicados.
"Hoje, Angra dos Reis (onde se localizam as três primeiras usinas brasileiras) não seria o local mais desejável, a população cresceu muito", comentou Gonçalves. A sugestão técnica é que duas das novas usinas sejam construídas no Nordeste, às margens do Rio São Francisco. Outras duas ficarão no Sudeste.
"Estamos falando de um projeto de longo prazo, temos todo o tempo para decidir com segurança", insistiu Mercadante.
O ministro destacou que as usinas nucleares de Angra têm mais segurança do que as usinas japonesas. "O prédio de contenção das nossas usinas é mais espesso, elas foram preparadas para enfrentar terremotos de até 6,5 pontos na escala Richter e ondas de até sete metros", disse.
"Qual usina hidrelétrica foi preparada para um terremoto dessa magnitude?", questionou. As usinas de Angra 1 e 2, assim como Angra 3, ainda em construção, também poderão ser adaptadas a novos padrões de segurança. "A lição do Japão será indispensável à operação das usinas já instaladas e às novas que eventualmente forem construídas", disse Mercadante.



Usina nuclear em Angra dos Reis- Rio de Janeiro- RJ